Pois bem… Na minha Formatura

Olá pessoal, hoje vou mostrar para vocês um texto que eu escrevi para a minha formatura de conclusão do ensino médio em 2011. Foi feita uma votação na minha turma e eu fui escolhida como oradora, eis o texto:

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— “C” com “A”?

— CA

— “S” com “A”?

— SA

— Então qual a palavra que forma?

— Forma a palavra casa tia!

— “E” de?

— Escola

Escola, nossa segunda casa; professores, nossos tios; colegas de classe, nossos irmãos; “3º ano B”, uma família. Como diz o bom Jessé, “Quem eram vocês hein meninos?”. Quem diria… Terminamos. Até parece que foi ontem que estavam todos a brincar de “Ado-leta”, que alguém caiu e machucou o joelho e que o coleguinha tinha cara de cueca. Que as coisas mais difíceis de fazer era dar um laço no sapato, fazer uma bola com chiclete e falar paralelepípedo. Época em que dar língua para o outro era considerado pecado e chamar o amiguinho de feio era palavrão.

Hoje aquele que confundia “Z” com “S” escreve redações, argumenta; aquele que fazia incoerentes rabiscos no papel é um bom desenhista; e o que tinha dificuldade com a famosa conta de dividir, resolve logaritmo. Aquele que tinha vergonha da janelinha nos dentes ousa abrir portas.

Quem aqui não se sentiu a pessoa mais importante do mundo por começar a escrever de caneta e fazia de tudo para errar e ter que usar corretivo? O primeiro caderno de matéria, a colega que escreve com a mão esquerda, ter um professor para cada matéria, aprender inglês, vir sozinho para a escola… E os seminários? Os primeiros seminários. Alguém se lembra do frio na barriga que deu? A primeira paquera, a primeira intriga, a primeira nota baixa… Era tudo novidade.

Cada um de vocês tem um significado muito grande para cada um de vocês, e cada característica é inesquecível… Aquele que é engraçado por contar boas piadas; aquele que é engraçado por falar besteiras, cair da cadeira e saber de todas as fofocas; aquele que é engraçado por nunca entender o engraçado; aquele que é engraçado por colocar nas pessoas engraçadas apelidos engraçados; aquele que é engraçado por ter o olho grande, a boca grande, o nariz grande; aquele que tem o estilo engraçado, e também aquele que é engraçado por não ser engraçado. O durão, mas que tem o coração mole… O mais inconveniente… O mais bonito ou o mais feio… O que tem a voz irritante… Aquele que te morde, te risca, te suja de corretivo, puxa teu cabelo e coloca o pé para você cair… Aquele que não gosta de nada… O mais curioso… O mais chorão… O que tem o dedo torto… Aquele que tem a mente poluída e diz que são os outros que tem… Aquele que acha que tudo é uma baixaria ou uma cachorrada…

Considero o conhecimento culto algo muito importante, mas não foi só disso que se construiu essa família. Esperança, carinho, amizade, apoio, força. Simplificando… O amor. Este sim é mais importante que qualquer coisa que exista na face da Terra. O amor que traz a felicidade, até porque do que adianta ser culto e não ser feliz? Não estou dizendo que a felicidade existe apenas na escola, até porque esta é algo que temos que estar sempre à procura e fazer de tudo para mantê-la. Mas podemos dizer com toda a convicção que a escola teve grande influência com relação a isso.

De uma coisa temos que ter certeza: tudo o que aprendemos nunca se perdeu, e se sabemos tudo o que sabemos hoje é graças ao amor. Não importa de que maneira ele seja, mas ele é aplicado. O amor por uma matéria, o amor por um professor, o amor pelos amigos que faz ser ainda maior a vontade de vir para a escola, ou melhor, nos faz amar a escola. O mesmo amor que hoje nos faz escolher o nosso futuro profissional. Mas não vamos falar do futuro, pois este só depende de cada um de nós para ser bom ou não. Pois bem, voltemos a falar de pessoas.

Amizade… Não existe aquela pessoa que diga que nunca teve um bom amigo aqui. Que em nenhum momento passou por um problema e não teve um colega ou amigo para ajudar. Poucos choraram, mas uma certeza fica: todos sorriram… Houve momentos que o sorriso era tanto que dava a famosa “crise de riso”. Ficávamos sem respiração, com dor na barriga, mas era bom, estávamos sendo felizes. Momentos em que parecíamos estar no meio de um bando de retardados e mesmo assim torcíamos para que aquele instante nunca mais acabasse. Digamos que fizemos tudo da maneira que tinha que ser feita. Soubemos transformar pequenas coisas em risadas. Aquele que chorou porque não tirou a nota desejada; aquele que marcou na prova a alternativa mais sem lógica; aquele que por falta de atenção disse que três elevado a dois era seis; aquele que falou errado, que tropeçou no cadarço, que fala sempre a maior besteira, que canta mal…

O importante é que soubemos ser felizes. Mas infelizmente acabou, melhor dizendo, nossa presença na escola acabou, pois o sentimento fica. E hoje estamos aos poucos nos tornando adultos responsáveis que pensam no futuro e que assim como na escola querem permanecer construindo essa longa escada que não paramos de subir: a vida. Ficar triste? Não! Porque vamos continuar vivos e uma das melhores coisas da vida é lembrar-se das coisas boas da vida.

Os momentos que vivemos juntos vão estar sempre na nossa lembrança. Se não, tenha fé de que você pode lembrar, pois vai que um dia você sonhe que está andando com o seu esquilo na linha do trem, que por sua vez está localizada na COHAB próxima a um brejo. De repente chegam os três porquinhos com uma camisa bem expressiva escrita “GERENTE GERAL” e o esquilo pergunta: “Como é que é Bial?”. Inesperadamente acontece um furacão Katarina e Vrááá, todos ficam aliciados. No meio daquela confusão o esquilo fala pra você: “Dá uma olhada, aquelas não são a Sasha Carvão e a Jacarôa?”. Você está meio tonto e o esquilo fala: “FOCA, FOCA!”. Jacarôa está muito triste porque tirou zero na prova de inglês e você pergunta: “Vai chorar é?”. Chega a Cabrita com mão de extraterrestre dizendo que foi para um cineminha e no meio do caminho encontrou um sutiã da SEAWAY na beirinha da estrada. O esquilo não dar muita atenção dizendo: “É nada”. Loira Morena, uma ótima atriz da Globo se perde na gravação do seu mais novo filme “O Cangaço” e acaba aparecendo no local da catástrofe. Os três porquinhos gritam dizendo: “Ei loira! Não é tu não morena!”. Loira Morena não gosta do comportamento deles e diz: “Eu sou Loira Morena, a bonita! Vocês são muito englaçadinhos!”. Com todo o seu poder dá um Raduguem fechanteBombadinha, Sheck e Pikathú escutam o barulho e correm para o local. A famosa atriz não gosta da presença deles e dá um outro Raduguem (Vrááá). Mas o Raduguem é tão, mais tão poderoso que você acorda.

Depois desse sonho não há como não se lembrar… Possa ser que nem tudo na vida seja doce, mole… “Danone”, mas assim como o Danone, a vida é gostosa e faz crescer.

Boa Noite, Boa Sorte!

OBS: As palavras em negrito são relacionadas a alguns alunos e professores (falas, acontecimentos, apelidos, etc.). 

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